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Representantes dos quatro ramos do MPU debatem Plano de Atividades 2019

Durante encontro, as/os presentes conheceram também o Plano de Ação para transversalizar a Perspectiva de Gênero e Étnico-Racial na ESMPU
publicado: 03/09/2018 11h54 última modificação: 04/09/2018 12h51
Exibir carrossel de imagens Reunião do diretor-geral da ESMPU com as/os representantes das coordenações temáticas dos ramos

Reunião do diretor-geral da ESMPU com as/os representantes das coordenações temáticas dos ramos

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) realizou, entre 29 e 31 de agosto, mais uma etapa da elaboração participativa do Plano de Atividades (PA) 2019. Desta vez, por meio de oficinas preparatórias, a instituição reuniu os corregedores e ouvidores dos quatro ramos do MPU; representantes dos procuradores-gerais; representantes das coordenações temáticas dos quatro ramos; e, por parte da Escola, as/os conselheiras/os administrativas/os, as/os coordenadoras/es de ensino, as/os secretárias/os e as/os membras/os da Comissão Própria de Avaliação (CPA) e da Câmara Editorial. 

Durante o encontro, as/os presentes puderam conhecer melhor o processo de elaboração do plano de atividades para o próximo ano e o Plano de Ação para transversalizar a perspectiva de gênero e étnico-racial na ESMPU. Além disso, foram convidadas/os a refletirem, juntamente com a Diretoria-Geral, sobre o novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI - 2020/2024), que já começou a ser trabalhado. 

Em sua apresentação, o diretor-geral, João Akira Omoto, disse que a confecção do PA, e do próprio PDI, está acontecendo com a participação da comunidade acadêmica; a incorporação da transversalização da perspectiva de gênero, raça e etnia; e o alinhamento com o planejamento estratégico dos ramos e a linha e os eixos de pesquisas definidos. “Esses foram alguns pontos avaliados negativamente pelo Ministério da Educação durante o processo de credenciamento da Escola, em 2016, e que estamos tentando superar”, frisou. 

Entre 2015 e 2017, 39% das/dos servidoras/es e 61% das/dos membras/os do MPU participaram de alguma atividade na ESMPU. Segundo João Akira, o objetivo é ampliar esse alcance, uma vez que existe uma demanda reprimida por capacitação, diagnosticada por meio da consulta a membras/os e servidoras/es, realizada no início de agosto. Na ocasião, a Escola recebeu quase 1.200 necessidades de treinamento da área fim. “Precisamos aprender a diferenciar uma necessidade de treinamento de um desejo, aperfeiçoando o processo de identificação das necessidades e realizando capacitações que as atendam de forma atrativa e com a otimização dos recursos orçamentários”. 

Priorização das necessidades – Na sexta-feira (31/8), as/os representantes das coordenações temáticas dos ramos conheceram a metodologia de elaboração do Plano de Atividades (PA). Elas/eles terão até o fim desta semana para sistematizar as sugestões de treinamento apresentadas para que elas possam ser postas novamente em consulta pública. Nessa nova consulta, o público será convidado a ponderar, entre as necessidades de treinamento relacionadas a sua área de atuação, a importância e o nível de domínio. 

De acordo com o diretor-geral, essas respostas vão orientar a formatação da atividade pedagógica, uma vez que permitirão uma clareza maior sobre os aspectos de conteúdo que devem ser abordados, quais pessoas precisam ser treinadas, em qual nível (básico, intermediário ou avançado), formato (curso, simpósio, oficina etc.) e modalidade (presencial ou a distância). Além disso, vai possibilitar a definição do impacto esperado com os cursos. “Essa participação é fundamental para que possamos oferecer capacitações que realmente atendam às necessidades de treinamento do público, aumentando também o número de pessoas treinadas”. 

Avaliação de impacto – Um dos desafios colocados na produção do Plano de Atividades para 2019 é a incorporação da avaliação de impacto. Convidado a falar sobre o assunto, o professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília Rodrigo Ferreira explicou que a avaliação de impacto mensura se o que foi ensinado em um treinamento é de fato utilizado no trabalho da pessoa e com qual frequência. “O ideal é que esta avaliação seja feita depois de dois ou três meses da capacitação”, citou. 

Ferreira explicou também que o levantamento de necessidades alimenta o processo de avaliação de impacto feito posteriormente. “É muito importante que estes dois momentos estejam conectados, pois, quando o planejamento é bem feito, a execução e a avaliação tendem a se desenvolver de forma mais efetiva”. 

Ele ainda deu dicas às/aos representantes das áreas temáticas de como priorizar as necessidades apresentadas durante a consulta feita pela ESMPU. “A ideia básica do ponto de vista da avaliação de necessidades é que trabalhemos com indicadores que permitam a mensuração de lacunas de competências. Necessidade de capacitação é igual a uma lacuna de competência”, ressaltou. 

De acordo com o professor, a lacuna de competência consegue ser observada com a ponderação entre a importância do tema e o domínio que a pessoa tem dele. “Essas duas medidas operacionalizam o conceito de lacuna. Uma vez feito isso, os temas identificados nas necessidades de treinamento podem ser transportados para a avaliação de impacto”, concluiu. 

Atualmente, a Escola adota as avaliações de reação (percepção em relação ao conteúdo, à/ao facilitadora/or, à experiência de aprendizagem e sua relevância) e aprendizagem. 

Próximas etapas – Além da segunda consulta pública a membras/os e servidoras/es, ainda estão previstos encontro com as áreas de gestão de pessoas dos ramos para análise das necessidades de treinamento da área meio; seminário com representantes da sociedade civil para dialogar sobre a construção de uma política de interlocução da Escola com a comunidade. A previsão é que o Plano de Atividades 2019 seja publicado em 17 de outubro. 

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