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Encontro de Comunicação Científica discute Ciência Aberta, integridade e futuro da produção acadêmica

Atividade reúne nesta terça e quarta-feira, 22 e 23/9, a comunidade acadêmica para discutir os desafios da comunicação científica e transformações provocadas pelas novas tecnologias
publicado: 22/09/2026 16h00 última modificação: 22/09/2026 17h52

Teve início, nesta terça-feira (22), o primeiro Encontro de Comunicação Científica da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Durante dois dias, pesquisadores, docentes, discentes, pareceristas, editores e integrantes da comunidade acadêmica discutem os desafios contemporâneos da produção, avaliação, disseminação e preservação do conhecimento científico. O evento ocorre na sede da instituição, em Brasília, até quarta-feira (23), com transmissão pelo YouTube. Acompanhe aqui.

“A comunicação científica é um tema transversal às atividades de ensino, pesquisa e extensão da Escola. Há um grande orgulho em fazer esse debate. Que seja o primeiro de alguns outros que possam vir pela frente porque os assuntos são vários”, destacou a diretora-geral da ESMPU, Raquel Branquinho, na abertura do encontro. Em complemento, ela discorreu sobre a trajetória da instituição e do trabalho desenvolvido por seus periódicos, além de agradecer a participação de pareceristas, autores, editores e instituições parceiras na construção desse ecossistema.

Na sequência, a subsecretária de Pesquisa, Pós-Graduação e Comunicação Científica da ESMPU, Allana Albuquerque, ressaltou que o evento representa a concretização de uma iniciativa construída e planejada para contribuir com o aprimoramento da comunicação científica da Escola. “A proposta é uma reflexão abrangente sobre comunicação científica na atualidade, abordando pilares como Ciência Aberta, integridade na pesquisa, gestão de dados, avaliação científica e uso da inteligência artificial”, pontuou.

Por fim, a secretária de Ensino, Pesquisa e Extensão da ESMPU, Renata Mendes, destacou que a ciência é resultado de diferentes conexões entre pesquisadores, participantes de pesquisas, pareceristas, editores e profissionais envolvidos na produção e disseminação do conhecimento. “Esse caráter coletivo também se aplica à atuação da própria Escola. Ciência não se faz sozinha, tampouco a ESMPU quer se isolar nesse processo. Se queremos evoluir, precisamos fazer conexões”, acrescentou.

Palestra inaugural – A palestra de abertura, intitulada “Comunicação científica: significado, memória e futuro”, foi ministrada pela diretora de Informação Científica e Estudos Avançados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Daniela Freddo. Economista e professora da Universidade de Brasília (UnB), a palestrante abordou a comunicação científica como parte essencial da produção, validação, disseminação e preservação do conhecimento. “É um sistema que ultrapassa a publicação de artigos e envolve diferentes etapas, como produção, comunicação informal, revisão, publicação formal, preservação e reutilização do conhecimento. Um ciclo contínuo”, explicou.

Ao relacionar ciência e desenvolvimento nacional, Freddo destacou a necessidade de estruturas capazes de registrar e compartilhar o conhecimento produzido. “Como economista, vemos a ciência, a comunicação científica, como uma necessidade para o desenvolvimento nacional”, disse. Também ressaltou a dimensão pública do conhecimento científico e os desafios relacionados à abertura da ciência, à preservação da memória científica, à revisão por pares, aos novos modelos de publicação e ao uso de inteligência artificial. “A comunicação científica é um mecanismo que transforma a pesquisa individual em conhecimento coletivo e verificável. Comunicar a ciência é ao mesmo tempo um ato de memória e um investimento no futuro do conhecimento”, completou.

Programação – A programação está dividida em palestras e painéis voltados a diferentes aspectos da comunicação e da produção científica. O primeiro painel do evento trouxe como tema “Ciência Aberta em foco: integridade, indexação e evolução das publicações científicas”, com a coordenadora-geral do Portal de Periódicos da Capes, Andrea Vieira, e a representante do SciELO Brasil Denise Sales.

O segundo painel discutiu “Integridade na pesquisa: o papel de orientadores e pareceristas na Ciência Aberta”, com a coordenadora de Informação e Comunicação da Fiocruz, Vanessa Jorge, e a diretora científica do CNPq, Mônica Soares. O primeiro dia encerrou com o minicurso “Avaliação científica: padrões, ética e tecnologias digitais”, ministrado pela professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Paula Carina de Araújo.

Na quarta-feira (23), a programação começa às 9h com o minicurso “Estratégias psicológicas e práticas para escrever com segurança e fluência”, ministrado pelo professor da PUC Minas Robson Nascimento da Cruz. Em seguida, haverá a palestra “Desvendando o plágio: o que é e o que não é”, com a editora associada da Revista Panamericana de Salud Pública da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Lilian Nassi-Calò.

O último painel do encontro aborda “Gestão de dados: ética, LGPD e Plano de Gestão de Dados”, com o tecnologista do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Walter Couto e a diretora da Biblioteca da Unesp, Marília Monteiro. A palestra de encerramento aborda “O uso de IA na produção científica”, com a professora da Universidade de São Paulo (USP) Anarosa Alves Franco Brandão.

Confira as fotos do evento.

Primeiro dia

Segundo dia

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