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ESMPU inaugura exposição sobre participação política feminina no Brasil
“Sempre estiveram no espírito feminino a luta, o interesse e a vontade de participar da vida política do Brasil”, disse a diretora-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Raquel Branquinho, ao inaugurar a exposição “A construção da voz feminina na cidadania”, instalada em frente ao auditório térreo da instituição. Confira as fotos.
Branquinho destacou que a mostra é uma revisitação histórica da trajetória do direito político e eleitoral feminino no Brasil, “a luta das nossas antecessoras, as sufragistas, no final do século XIX, início do século XX, momento em que o apagamento da mulher na sociedade era muito mais marcado do que hoje porque os direitos nem sequer existiam”.
Curadoria – Concebida originariamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a exposição é apresentada em versão especial pela Escola, com a inclusão de referências às primeiras mulheres que integraram o MPU. Confira o catálogo da exposição na íntegra. A secretária da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, Julianna Sesconetto, lembrou que a mostra nasceu com o propósito de preservar a memória e provocar a reflexão sobre a trajetória das mulheres na construção da democracia do Brasil. “Uma trajetória que mostra que a presença feminina na política e nos espaços de poder não foi uma concessão natural da história. Foi resultado de mobilização, resistência e coragem de muitas mulheres ao longo de décadas”, pontuou.
A instalação apresenta as primeiras eleitoras brasileiras, que ousaram reivindicar o direito ao voto antes mesmo de haver reconhecimento nacional; depois segue para as primeiras candidatas mulheres, que desafiaram a legislação da época e a estrutura social constituída para excluí-las dos espaços de decisão. Também traz um painel dedicado ao chamado Lobby do Batom na Assembleia Constituinte de 1987.
“Figuras pioneiras transformaram reivindicações individuais em movimentos coletivos ao compreender que sem participação feminina nunca haveria uma democracia plena. Mais do que olhar para o passado, esta exposição procura construir pontes entre gerações, mostrar às meninas e às mulheres de hoje que muitos direitos foram conquistados por insistência, resistência e ocupação de espaços”, acrescentou Sesconetto.
Aracne – Outra exposição está aberta à visitação na Escola, em parceria com o instituto ICAD: “Aracne: nos fios da história”. Inspirada no mito de mesmo nome narrado por Ovídio, a mostra reúne 11 obras da coleção do grupo Matizes Dumont. Por meio de bordados e tapeçarias, ressignifica o gesto ancestral de tecer como linguagem estética, poética e política. As obras podem ser vistas no Espaço Cultural da ESMPU, localizado no 1º andar. Confira o catálogo.
“Seguimos o caminho da minha mãe, que é o caminho da arte, o caminho da observação, o caminho da possível transformação. Aprendemos a bordar o mundo, a vida, aquilo em que a gente acredita. Bordar os nossos sonhos, as nossas perspectivas, a vida como um processo contínuo de mudança”, disse a bordadeira Sávia Dumont, uma das responsáveis pela confecção das telas da exposição Aracne.
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