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ESMPU promove debate sobre inclusão de grupos vulnerabilizados no mercado de trabalho
A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) promoveu, nesta segunda-feira (27), o webinário “Grupos vulnerabilizados e mercado de trabalho: desigualdades internas, inclusão produtiva e incentivos fiscais no Brasil e no exterior”. A atividade acadêmica reuniu especialistas e comunidade jurídica para debater os desafios e as perspectivas da inclusão no mundo do trabalho. Assista no canal da instituição no YouTube.
Na abertura da atividade, o orientador pedagógico, procurador do Trabalho Ricardo José Carneiro, destacou a relevância do tema e relembrou a trajetória das políticas de inclusão no país. “O Brasil, ao longo das últimas décadas, construiu um arcabouço normativo importante voltado à inclusão das pessoas com deficiência, especialmente no mundo do trabalho”. Apesar dos avanços, Carneiro ponderou que ainda há desafios significativos na efetividade dessas políticas. “Mais de três décadas se passaram e as pessoas com deficiência têm mais espaços sociais, mas o modelo de inclusão no trabalho parece dar sinais de desgaste”, alertou.
Programação – A atividade foi organizada em cinco painéis. Na parte da manhã, foram tratados temas como diversidade e transversalidade nas políticas de inclusão; deficiência sob a perspectiva de gênero; e atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) na promoção da igualdade de oportunidades e na eliminação da discriminação no trabalho. À tarde, a programação continuou com os painéis sobre deficiência sob a perspectiva de gênero, atuação do MPT na promoção da igualdade de oportunidades e eliminação da discriminação no trabalho e exação fiscal e transversalidade.
O primeiro painel, intitulado “Percepções da Coordigualdade para incremento da Lei de Cotas”, contou com a participação da procuradora do Trabalho Danielle Olivares Corrêa. Em sua exposição, a palestrante ressaltou a evolução normativa e os desafios persistentes na efetivação da inclusão. “Houve um avanço significativo nos últimos anos, mas ainda estamos muito aquém do cumprimento das cotas. Precisamos compreender as causas dessa exclusão e pensar em soluções que garantam uma inclusão efetiva e com qualidade”, pontuou.
Na sequência, o painel “A questão racial, diversidade e a transversalidade nas políticas de inclusão” foi conduzido pela procuradora do Trabalho Silvana da Silva, que abordou as múltiplas dimensões da desigualdade e a necessidade de políticas públicas que considerem a interseccionalidade entre raça, gênero e deficiência no acesso ao trabalho. Silva destacou que o debate sobre inclusão no mercado de trabalho deve partir de uma compreensão ampliada das desigualdades sociais, considerando diferentes marcadores de vulnerabilidade. “A diversidade é um fato, a inclusão é uma escolha e a equidade é um compromisso”, afirmou Silvana, ao ressaltar que políticas inclusivas não podem ser tratadas de forma isolada.
Nesse contexto, a palestrante relacionou o conceito à realidade das pessoas com deficiência, pontuando que a efetivação de direitos depende da superação de barreiras estruturais. “Barreiras são quaisquer obstáculos que limitam a participação social da pessoa e o exercício pleno de seus direitos, inclusive no ambiente de trabalho”, explicou, defendendo que a inclusão deve ser pensada de forma transversal, articulando diferentes dimensões da desigualdade para garantir condições reais de acesso e permanência no trabalho.
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