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ESMPU promove webinário sobre saúde ocupacional
Enfrentar os impactos do trabalho na saúde mental das pessoas trabalhadoras é um dos grandes desafios contemporâneos. Para discutir a temática, a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) promove, de 16 a 18 de março, o webinário “Saúde ocupacional e riscos psicossociais: identificação, avaliação, prevenção e monitoramento”. Assista.
A atividade acadêmica reúne membros do Ministério Público do Trabalho (MPT), profissionais da saúde, auditores fiscais do Trabalho e pesquisadores para discutir assuntos como saúde mental no trabalho, transtorno de estresse pós-traumático, tratamento e prevenção do burnout, assédio e ergonomia. A orientadora pedagógica do webinário e uma das palestrantes é a procuradora do Trabalho Cirlene Luiza Zimmermann. “O evento é aberto a toda a sociedade para que se possa discutir um tema de extrema relevância e interesse social”, destacou.
O primeiro dia de atividade foi dividido em quatro painéis: “A atuação do MPT na defesa da saúde mental no trabalho”; “Implementando e monitorando medidas de prevenção dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho”; “Transtorno de Estresse Pós-Traumático no Trabalho: identificação e prevenção de riscos psicossociais relacionados ao trabalho”; e “Gerenciamento de fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho com ênfase nos assédios: possibilidade de interdição pela Auditoria Fiscal do Trabalho”. Ao longo dos três dias de webinário, serão 16 painéis.
Abertura – Como garantir que o trabalho não se transforme em uma fonte de adoecimento? Para o coordenador-substituto Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat), André Pessoa, essa é a preocupação que dá propósito à atividade acadêmica.
“Durante muito tempo, quando se falava em saúde e segurança do trabalho, pensava-se em máquinas, agentes químicos, ruídos, riscos físicos. Esses temas continuam relevantes, mas sabemos que o meio ambiente de trabalho é profundamente influenciado pela forma como o trabalho é organizado: pressões excessivas, metas inalcançáveis, jornadas prolongadas, insegurança permanente, ambientes de gestão marcados por medo e competição. Tudo isso pode produzir sofrimento e adoecimento, muitas vezes, silenciosos”, acrescentou.
Primeiro painel – No primeiro painel, a procuradora do Trabalho Cirlene Luiza Zimmermann abordou os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho e as quatro grandes esferas de atuação do MPT: promocional, investigativa, judicial e de mediação. A primeira inclui campanhas, capacitações, palestras, publicações e orientações; a segunda resulta em inquéritos civis e Termos de Ajuste de Conduta (TACs); a terceira consiste em ações civis públicas, quando não há voluntariedade da empresa em se adequar extrajudicialmente; por fim, há a mediação, normalmente com a participação dos sindicatos.
“Que cada um de nós possa, a partir de sua atuação, garantir esse direito constitucional de ambientes de trabalho psicologicamente saudáveis e seguros, e que possamos responder com convicção à pergunta da Organização Internacional do Trabalho para a campanha do Abril Verde 2026: – ‘Como vai o trabalho?’ – ‘Vai muito bem!’”, concluiu.
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