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Exposição SINA fica em cartaz na ESMPU até 23 de outubro
A arte tem ajudado a fortalecer a conexão entre educação, formação, cultura e transformação social na Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Com esse propósito, a instituição inaugurou nesta terça-feira (25) a exposição SINA, que reúne obras de mais de 30 artistas de várias partes do país como um convite para refletir sobre o peso das memórias, das experiências, das responsabilidades, das indiferenças e das injustiças que atravessam a sociedade e desafiam o próprio conceito de justiça.
A mostra destaca trajetórias e produções que ampliam as possibilidades de reflexão sobre memória, identidade, corpo e direitos. Entre as temáticas retratadas estão experiências de pessoas trans e travestis; ancestralidade, deficiência e acessibilidade; e perspectivas relacionadas ao território e às formas de existência. Por meio de diferentes linguagens e perspectivas artísticas, a exposição estimula o diálogo ao ultrapassar o espaço expositivo e aproximar a arte de questões presentes na vida social.
“Uma exposição tão rica e relevante, de um poder formador intenso. Na cultura popular, a palavra sina nos leva a entender que algumas pessoas têm a predeterminação para viver uma realidade de exclusão, de trabalho análogo à escravidão, racista, machista. Várias estruturas que a nossa sociedade impôs ao longo da nossa formação social, que enxergamos de forma normal e sob a ótica da neutralidade. Contudo, não passa da manutenção dessas condições, desse status quo. Nós podemos, de fato, tirar as lentes. Estamos aqui hoje, justamente, para questionar esse determinismo”, destacou na abertura da mostra a diretora-geral da ESMPU, Raquel Branquinho.
A curadora da exposição é a artista, socióloga e professora Luisa Günther, que também integra o Conselho Curador de Arte e Cultura da ESMPU. “Agradeço à Escola por proporcionar aos artistas esse espaço de visibilidade. Essa mostra é um recorte ampliado da exposição ‘(…) desde antes, até quando?’, apresentada pela Galeria-Escola A Pilastra na Feira de Arte Goiás – FARGO 2026. Vida longa a esses espaços de pesquisa e extensão autônomos. Que possam dar continuidade a certas pautas, debates e possibilidades”, destacou.
Artistas – O pintor Estevão Hector, um dos artistas representantes do DF, tem alguns de seus trabalhos expostos na mostra. No quadro “Em tempo de desespero silencioso”, fala sobre infância, moradia, dificuldade. “Essa obra vem de um lugar bem íntimo. Quem já passou por uma favela sabe como são as casas, nem sempre aconchegantes. Eu tento trazer o lúdico, a ideia onírica como a cabeça de uma criança naquele lugarzinho confuso, complexo, cheio de nuances”, explicou.
A artista visual Paula Calderón, também do DF, falou sobre a sua obra “Mãos que constroem”, nascida a partir de uma pesquisa dos registros fotográficos dos trabalhadores que construíram Brasília. “Essa série focou muito nos trabalhadores, focou nas pessoas que vieram. Eu não tinha a intenção de falar da cidade sendo construída por meio da arquitetura e do planejamento. Queria trazer essas pessoas individuais que construíram esse coletivo tão bonito.”
Serviço
Exposição SINA
Data: de 25 de agosto a 23 de outubro
Dia e horário: segunda a sexta-feira, das 9h às 19h
Local: Espaço Cultural da ESMPU
Secretaria de Comunicação Social
Escola Superior do Ministério Público da União
E-mail: secom@escola.mpu.mp.br
Telefone: (61) 3553-5300