O MPF e a necessidade de transmissão das memórias dos sobreviventes dos Xetá aos seus descendentes

a preservação do extermínio

Autores

  • Robson Martins
  • Érika Silvana Saquetti Martins

DOI:

https://doi.org/10.63601/bcesmpu.2020.n55.497-521

Palavras-chave:

Memórias, Xetá, Extermínio, Indigenato, Desagregação, MPF

Resumo

Em decorrência do extermínio que sofreram na metade do século passado, a memória coletiva dos sobreviventes Xetá deve ser propagada aos descendentes da respectiva etnia, em relação aos seus hábitos, suas crenças, tradições, costumes e sua cultura, assim como no que se relaciona às narrativas da história do massacre enfrentado por esse povo, destacadamente na década de 1950. As narrativas individuais das crianças sequestradas possibilitaram a recuperação das impressões coletivas do povo Xetá sobre os primeiros contatos com o homem branco e os processos de desagregação e extermínio, revelando as violências perpetradas por agentes governistas e empresas colonizadoras, e, com tal desiderato, haverá a sistemática permanência de suas culturas, costumes, tradições e provável demarcação de suas terras pela Funai no noroeste do Paraná, sempre com acompanhamento das ações governamentais pelo Ministério Público Federal.

Biografia do Autor

  • Robson Martins

    Procurador da República em Curitiba. Professor da PósGraduação lato sensu da Uninter e da ITE. Doutorando
    em Direito pela ITE. Mestre em Direito pela Universidade
    Paranaense. Especialista em Direito Notarial e Registral e
    em Direito Civil pela Universidade Anhanguera (Uniderp).

  • Érika Silvana Saquetti Martins

    Advogada em Curitiba. Professora da Pós-Graduação lato
    sensu da Uninter. Mestranda em Direito pela Uninter e
    em Políticas Públicas pela UFPR. Especialista em Direito
    Público, Direito do Trabalho e Notarial e Registral pela
    Universidade Anhanguera (Uniderp).

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Publicado

30.12.2020

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

O MPF e a necessidade de transmissão das memórias dos sobreviventes dos Xetá aos seus descendentes: a preservação do extermínio. (2020). Boletim Científico Escola Superior Do Ministério Público Da União, 55, 497-521. https://doi.org/10.63601/bcesmpu.2020.n55.497-521

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