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ESMPU inicia capacitação de docentes para atuação nas atividades acadêmicas 2020

A primeira turma do treinamento aconteceu em Brasília. Capacitação similar ainda irá ocorrer em São Paulo, Porto Alegre, Belém, Recife e Rio de Janeiro
publicado: 02/12/2019 14h35 última modificação: 02/12/2019 22h02
Primeira turma aconteceu em Brasília (DF), nesta segunda-feira (2/12)

Primeira turma aconteceu em Brasília (DF), nesta segunda-feira (2/12)

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) iniciou, nesta segunda-feira (2/12), em Brasília (DF), as capacitações dos docentes que irão atuar nas atividades acadêmicas de 2020. O curso “Certificação de Facilitação em Aprendizagem” está inserido no Programa de Formação de Docentes e, até janeiro do próximo ano, serão realizadas turmas similares em São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).  

O treinamento tem como objetivo habilitar os futuros orientadores pedagógicos e professores para elaborar, implementar e direcionar atividades de ensino e extensão em consonância com as diretrizes pedagógicas, eixos de atuação, linha de pesquisa e ementas dos Programas Acadêmicos da ESMPU. Ele acontece após a aprovação da programação 2020 pelo Conselho Administrativo (CONAD), com a previsão de oferecer 257 atividades, sendo 233 de ensino e extensão e 24 de pesquisa.  

Na abertura do curso, o diretor-geral da Escola, João Akira Omoto, explicou que o Programa de Formação busca o constante aperfeiçoamento do corpo docente em competências didáticas e pedagógicas. O programa possui duas dimensões de atuação: uma inicial, voltada para a orientação de novos professores; e outra continuada, a qual busca a atualização de conhecimentos sobre metodologias de ensino e pesquisa e processo de aprendizagem.   

Na visão de João Akira, em que pese os docentes serem um dos patrimônios da ESMPU, a instituição não possui quadro próprio. “Isso é um desafio. A maioria dos nossos professores são membros e servidores do MPU. Se por um lado temos acesso a um quadro super qualificado, por outro há uma grande rotatividade, o que requer investimento continuado na formação”, destacou.  

Segundo o diretor, anteriormente a Escola já realizava capacitação de docentes, mas agora ela passa a ser feita de forma sistematizada e programática. “Com a instituição dos programas acadêmicos, temos maior clareza de quais competências e requisitos nossos capacitadores precisam ter. Então, vamos trabalhar na trilha de aprendizagem para mantermos a qualidade de nossas atividades”. 

A chefe da Divisão de Planejamentos e Projetos da ESMPU, Nadya Rodrigues Gomes de Sousa, complementou que a ideia da certificação é, justamente, a de possibilitar uma capacitação holística para que cada orientador pedagógico possa elaborar, implementar e executar atividades de ensino, pesquisa e extensão. “Este é apenas o primeiro módulo, o geral. Ao longo do próximo ano, ainda serão realizados outros encontros, sejam presenciais ou a distância, para trabalharmos algumas questões, como marketing didático, regulamentação acadêmica, reconhecimento da plataforma EaD para potencializar a interação com os alunos”, acrescentou. 

As próximas turmas irão acontecer em São Paulo (4/12) e em Porto Alegre (5/12). Em janeiro haverá os treinamentos de Belém (23/1), Recife (30/1) e Rio de Janeiro (31/1). 

Plano Anual de Atividades – Em 2020, a ESMPU vai disponibilizar cerca de 12 mil vagas em 257 atividades oferecidas (233 de ensino e extensão e 24 de pesquisa). O número de vagas previstas é 20% maior frente a 2018, apesar do orçamento acadêmico do próximo ano (R$ 4,6 milhões) ser 42% do valor executado no ano passado (R$ 10,9 milhões). Confira tabela demonstrativa.  

Segundo João Akira, esse aumento na oferta só foi possível com a otimização dos recursos e a regionalização das atividades. “A criação dos centros de apoio foi uma das maneiras que encontramos de fazer com que a ESMPU atendesse a todas as demandas de capacitação do MPU, que possuem aspectos específicos a depender da região. 

Um dos destaques do Plano Anual de Atividades 2020 é a organização das atividades em torno de Programas Acadêmicos, definidos pela Câmara de Desenvolvimento Científico (CDC). São 17 programas que reúnem projetos de ensino, pesquisa e extensão que, articulados, propõem-se a discutir, desenvolver ou disseminar determinada temática de impacto social e institucional. 

Na programação acadêmica de 2019, a Escola já havia experimentado o desenvolvimento de atividades em torno de programas, a exemplo do “Futuro do Trabalho”, “Migração e Refúgio”, “Gênero e Raça”, “Gestão de Praias – GERCO”, “Tráfico de Pessoas” e “Diálogos Democráticos”. Ao avaliar a iniciativa, Akira endossou o êxito da experiência, uma vez que se conseguiu refletir aspectos da agenda pública com vários atores. “Tomando como exemplo esses seis núcleos, realizamos mais de 50 atividades acadêmicas e de extensão, numa intensa agenda de debates entre agentes públicos e sociedade civil. São temas relevantes da pauta nacional e, por meio da interação proporcionada, foi possível apontar caminhos de atuação”, analisou. 

Confira a relação dos programas acadêmicos, das atividades de ensino e extensão e dos pré-projetos de pesquisa.  

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