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Roda de conversa sobre blockchain encerra 4º ciclo de debates do InovaEscola

Especialistas falaram sobre as perspectivas de uso dessa tecnologia no Brasil e no mundo. Conteúdo está disponível no canal da ESMPU no YouTube
publicado: 08/10/2020 18h21 última modificação: 08/10/2020 18h47
Foto: Divulgação/ESMPU

Foto: Divulgação/ESMPU

O InovaEscola – Laboratório de Transformação da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) – promoveu, nesta quinta-feira (8/10), a roda de conversa “Blockchain: perspectivas no Brasil e no mundo”. As especialistas Gabriela Ruberg, analista sênior do Escritório de Governança da Informação do Banco Central, e Vanessa Almeida, gerente de inovação digital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foram as convidadas para o último encontro do 4º ciclo de debates. Assista aqui.

O que você precisa saber para entender blockchain? Gabriela Ruberg fez um breve histórico sobre a tecnologia e elencou as suas principais características. Segundo ela, blockchain é o encadeamento de blocos replicados automaticamente, criptografados. É imutável, irrefutável, descentralizado, transparente e auditável.

Ela reforçou que essas características conferem confiabilidade ao blockchain. Esse encadeamento, em que cada passo depende do anterior, e o uso de certificado digital, transformam a tecnologia em imutável e irrefutável. A abordagem para trabalhar em rede sem controle central e a transparência da informação completam a definição. “Blockchain é sinônimo de transparência”, acrescentou.

Governo digital – Vanessa Almeida explanou sobre o desafio do uso da tecnologia blockchain no serviço público e citou as dimensões da governança digital elencadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD): administração conduzida pelo usuário, proativo na elaboração de políticas públicas, orientado por dados, processo por concepção digital, governo como plataforma para cocriação de valor público e abertura como padrão (open by default).

Ela também citou a pesquisa Trust Barometer 2017, da Edelman – agência global de comunicação – , sobre a crise de confiança nas instituições: apenas 24% dos brasileiros confiam no governo. “O blockchain não resolve isso tudo sozinho, mas tem um papel muito importante”, completou. Por fim, Vanessa apresentou um cenário de uso da tecnologia no governo, para além das criptomoedas, como gestão de títulos de propriedade, robustez para o registro, sistema de voto eletrônico e transações financeiras transparentes.

 

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