Cotas raciais: problematicidade prática da definição de seus beneficiários

Authors

  • Anelise Becker

DOI:

https://doi.org/10.63601/bcesmpu.2017.n49.15-48

Keywords:

Critérios, Sindicabilidade, Autodeclaração, Cotas raciais

Abstract

A disseminação de ações afirmativas voltadas à neutralização dos efeitos da discriminação racial mediante reserva de vagas vem suscitando problemas práticos relevantes no que tange à definição do universo de beneficiários de tais ações, fundada na autoidentificação do candidato como negro. Quanto a esta, apresentam-se duas considerações: de um lado, a insindicabilidade da autodeclaração, a colocar em risco a própria política afirmativa; de outro, a insuficiência da mera admissão da possibilidade da revisão, a exigir que se reflita sobre os correspondentes critérios e condições. Se, quanto à primeira, a jurisprudência já se vem inclinando por sua aceitação, é no segundo ponto que as divergências se mostram mais acentuadas. Não obstante as dificuldades que oferece, a sindicabilidade da autodeclaração consiste em pressuposto fundamental não apenas da constitucionalidade da reserva de vagas para negros, mas da própria juridicidade de tal reserva.

Author Biography

  • Anelise Becker

    Procuradora da República. Doutora em Ciências Jurídico- -Filosóficas pela Universidade de Coimbra. Mestre em Direito Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

References

Published

2017-06-30

Issue

Section

Artigos

How to Cite

Cotas raciais: problematicidade prática da definição de seus beneficiários. (2017). Scientific Bulletin of the MPU School for Higher Studies, 49, 15-48. https://doi.org/10.63601/bcesmpu.2017.n49.15-48

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